Contra Santana - Encerrado a 10.03.2005

sexta-feira, julho 30, 2004

Ó Maria

Tira o país do forno que já cheira a queimado!

De Autor anónimo:

A NAU CATRINETA


Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à proa
Santanás a comandar

Ouvi agora senhores
Uma história de pasmar
D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com VIM
Tachos, pratos e panelas

D. Pereira na enfermaria
Conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia
Põe vaselina nos mastros

D. Durão deu à soleta
Enjoou de andar à vela
E Santa Manuela Forreta
Largou-os sem lhes dar trela

Aflito El-Rei Sampaio
Com estas novas tão más
Disse aos bobos de soslaio
Chamai lá o Santanás

Aqui estou meu Senhor
Vós mandasteis-me chamar?
Soube agora desse horror
D. Durão vai desertar?

Cala-te lá meu charmoso
Não me lixes mais a vida
Troco um cherne mal-cheiroso
Por um carapau de corrida?

Pobre da Nau Catrineta
Já lamento a tua sorte
Esta marinhagem da treta
Nem sabe onde fica o Norte

Parece que já estou vendo
Em vez de descobrir mundo
Ao primeiro pé de vento
Espetam com o barco no fundo

Ou então este matraque
Com pinta de Valentino
Gasta-me a massa do saque
Nas boîtes do caminho

Não se aflija meu Rei
Que agora vou assentar
Pois depois do que passei
Cheguei onde quis chegar

E por aquilo que passei
Aqui ninguém nos escuta
Eu quero mesmo é ser Rei
E vamos embora à luta

quarta-feira, julho 28, 2004

O programa de Governo é aprovado hoje

To be, or not to be; that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune
Or to take arms against a sea of troubles,
And, by opposing, end them.


Ficar estoicamente em casa?
Bombardear o Parlamento?
Ou - opção não ponderada por Shakespeare - emigrar para o Burkina Faso?

Love, music, wine and revolution

When the rythm calls
The government falls
[...]
So if you're feeling low
stuck in some bardo
I, even I, know the solution
love, music, wine and revolution

Há que ter esperança. Ele vem aí





segunda-feira, julho 26, 2004

«Estupidez gananciosa/Leva-me o país p'rá cova»

Podia (e devia) existir um período de nojo constitucionalmente consagrado do género "só se pode começar a gamar à tripa forra depois do governo ter tomado posse há mais de um mês"; era o mínimo de decoro que se poderia pedir. É óbvio que com esta malfadada coligação chefiada pelo inenarrável e indizível objecto deste blog tal seria impossível: basta atentar nas despudoradas palavras ontem proferidas pelo gamador-mor Alberto João e hoje pelo seu aprendiz Fernando Ruas.

domingo, julho 25, 2004

1ª Reunião do Conselho de Ministros

Guilhotina

Conhecemos a explicação da direita para a existência de pobres: são preguiçosos e vadios. Daí que o Rendimento Mínimo Garantido tenha sido definido por Portas como subsídio à preguiça.
Conhecemos também a origem social das criaturas que fazem tais afirmações. De boas famílias, tiveram oportunidades que são negadas a outros - é muito mais fácil trabalhar quando daí decorrem recompensas estimulantes. Também há criaturas preguiçosas nas boas famílias - mas aí são "criativos" ou "sabem aproveitar a vida" e vão sendo sustentados pelos papás sem grande censura moral.
O Público revela hoje o que já sabíamos das consequências de tal visão: a secagem do rendimento mínimo a jusante (atrasos nos pagamentos) e a montante (por uma vergonhosa fórmula de cálculo).
Esta é uma visão com tradições. Maria Antonieta, ao ser informada de que o povo francês não tinha pão, terá dito "que comam bolos". A nossa visão sobre esta gente tem também tradições. Há que levá-los a uma praça pública, atirar-lhes fruta podre e cortar-lhes a cabeça.

sexta-feira, julho 23, 2004

Cada macaco no seu galho

Alberto João Jardim continua a achar que na Madeira manda ele próprio e mais ninguém. Assim, recusou a vinda de um palhaço cubano para animar a festa!

Canção com lágrimas...

Paredes não a cantou, nem a tocou, mas foi aquela que me lembrei de imediato...

A mim ninguém me cala!

Foi essa a condição que Manuel Alegre impôs para se deixar venerar como a grande referência da ala esquerda do PS. Aliás, a malta cá do blog soube que, quando foi confrontada com tal exigência, Ana Gomes assumiu-se como proto-mandatária da lista de Alegre a apresentar ao congresso socialista.

Obrigado, Alegre

Durante anos, Manuel Alegre dizia mal da direcção do partido e depois refugiava-se nas listas "guarda-chuva" do Secretário Geral. Finalmente, posso votar contra ele.


Subserviência

O SEF gosta de mostrar serviço. Assim que um sportinguista chega a primeiro-ministro, começam logo a prender jogadores do Benfica.

quinta-feira, julho 22, 2004

TEGGY

Temos a certeza que a Dra. Teresa Caeiro cumprirá com denodo as complicadíssimas funções da sua/nossa Secretaria de Estado.
Seja ela qual for.
Força Teresa estamos contigo nas vernissages, nos cocktails, nas performances.

Entregues aos Bichos

Quando pensávamos que nada poderia suplantar o facto de termos o Primeiro-Ministro que temos o PS entroniza como PORTA-VOZ da ALA ESQUERDA do partido o DR.Manuel Alegre??????????
Valha-nos São JudasTadeu.
Novo Blog CONTRA MANUEL ALEGRE -

Mau prenúncio

Não é auspicioso que o primeiro acto de um novo ministro das Cidades seja criar um novo sem-abrigo. Ainda por cima, é certo que entre Arnaut e Nobre Guedes, novo vendedor da CAIS, vai certamente haver muito mau Ambiente.

Sugestão para o PS

Um candidato credível para a auto-denominada "ala esquerda" do PS

.

quarta-feira, julho 21, 2004

Caça ao tesouro

Soubemos, por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, que pelo menos dois membros do actual Governo - nomeadamente os Ministros dos Assuntos Parlamentares e da Cultura - têm ligações profissionais com uma área interessante da actividade económica - a exploração de tesouros nos fundos submarinos.
Não deixa esta constatação de ser interessante quando se receia que vários dos seus colegas dediquem parte significativa do seu esforço a extrair algo deste outro tesouro. Sugerimos assim, aos especialistas da blogosfera que têm dedicado algum esforço à catalogação dos peixes, alguma atenção à figura do escafandrista.

Haja vergonha, porra!

Nunca pensei que isto pudesse ser tão mau. Depois de ter visto a composição do elenco governativo ainda pensei (e, sobretudo, quis acreditar) que houvesse uma réstea - que fosse - de pudor e se pusesse algum cuidado ao nível da competência na composição das Secretarias de Estado... Não houve, como está bem de ver! E, pior do que isso, foi o claro despautério que se verificou com o ataque aparelhístico aos cargos ali tão à mão de semear...
É caso para dizer que o Lâmpada bem pode limpar as mãos à parede com o molhe de bróculos que arranjou cá à rapaziada.
Posto isto, e cumprindo uma das premissas deste blog acho que está na hora de passar à clandestinidade e, se preciso, à luta armada.
O meu nick revela um dos meus gostos mais profundos. Assim, e mesmo sabendo que a história abaixo transcrita tem outras raízes, devo citar os Senhores Comendadores:

«Por não querer aquilo que me é dado
Por não querer nem governo nem estado
Por não ter nada e por nada querer
Esquadrão da morte faz-me correr
Eles aí estão. Já lhes sinto o bafo
Dobro uma esquina a ver se me safo
Por aí não. Que não tem saída
Muito cuidado. Que arriscas a vida
A noite é dia, o dia é noite
Não tenho sítio onde me acoite
Esquadrão da morte avança no escuro
E sinto em frente a sombra de um muro
E sigo o cheiro na escuridão
Que me conduz onde está a razão
Sangue na boca da queda de há pouco
Tento falar só sai um grito rouco
Num beco sujo. Num vão de escada
Dois tiros secos e não resta nada
Por isso eu ponho. Eu ponho a questão
Onde, mas onde se esconde a razão?» (Tim/Xutos & Pontapés).



Fiat Lux

Da leitura  desta notícia do Público, ficámos finalmente a perceber o significado de "continuidade do esforço de consolidação orçamental". Trata-se da não orçamentação da despesa. Contrata-se, não se paga, e vai-se passando o defice para o ano ( e o responsável político) seguinte. Assegura-se assim um esforço continuado, na medida em que o esforço terá que ser feito pelo senhor que se segue.

Le Barroso

Seguindo a sugestão do Pedro Caeiro, leia-se esta pequena biografia de José Barroso no Monde.

O artigo contém duas pérolas de Marcelo. Uma sobre Barroso:
"L'une des tactiques favorites de José Manuel Durao Barroso est de laisser tout le monde croire qu'il n'a pas les qualités nécessaires à l'exercice de sa fonction. Il est ainsi certain d'apparaître à l'usage plus brillant que prévu, et d'éviter de décevoir."

Outra, no fundo, sobre si próprio
"Barroso [...] est par-dessus tout extrêmement méfiant : lorsque quelqu'un lui expose une idée, il se demande toujours où son interlocuteur veut véritablement en venir, et par qui il est envoyé.

sábado, julho 17, 2004

Novo Blog

Proponho um novo Blog "Contra Rui Gomes da Silva".
Ou como se demonstra que, para fazer carreira política em Portugal basta ser-se amigo de Escola dos futuros Primeiros-Ministros.
Mais um BLUFF.

quarta-feira, julho 14, 2004

Felicidades

Já temos dois novos ministros: Finanças e Negócios Estrangeiros. Pessoas a quem é de louvar a disponibilidade para abandonarem a sua vida, respectivamente, em Lisboa e Paris para se deslocarem para o incerto lugar onde ficarão sediados os seus novos ministérios. Talvez Bagão Felix em Fornos de Algodres e António Monteiro em Freixo de Espada à Cinta?
A António Monteiro, que fica com a diplomacia, deseja-se que seja mais diplomático do que os dois últimos diplomatas que saltaram para a política: a comedida Ana Gomes e o impoluto Martins da Cruz.
Quanto a Bagão Félix, que herda o pelouro dos carcanhóis, é preciso desde já alertá-lo para a confusão que o actual Ministro da Solidariedade deixou nos pagamentos do Rendimento Mínimo.

Boa sorte a ambos (vão precisar) e que S. Judas Tadeu, padroeiro das causas perdidas, esteja com eles.

Amorim

Alguém sabe como vamos pagar o apoio incondicional do Eng. Américo Amorim à figura do nosso futuro Primeiro-Ministro?
É fartar vilanagem.

segunda-feira, julho 12, 2004

Deslocalização

Por mim, adiro entusiásticamente à proposta de deslocalização dos ministérios. Aqui ficam algumas sugestões:

Ministério das Finanças: para o Funchal, evitando ao Dr. Alberto João penosas deslocações quando se trata de sacar dinheiro.

Ministério da Defesa: para a Damaia ou o Bairro do Relógio; facilita os exercícios com fogos reais.

Ministério dos Negócios Estangeiros:
para Washington, por razões óbvias.

Ministério da Cultura:
para Zelazowa Wola, na Polónia, terra natal de Fryderyk Chopin.

Ministério da Educação: pode ficar nas actuais instalações da Avenida 24 de Julho (acesso próximo a centros de formação com horário pós-laboral).

Residência Oficial do Primeiro-Ministro: para Las Vegas.

Poema para o PS na noite de hoje


Quanto é melhor, quando há bruma,

Esperar por D. Sebastião,

Quer venha ou não!


(F. Pessoa, Liberdade)

Não é só a esquerda que o goza!

The man tipped to take over as prime minister should have no trouble coining football metaphors whenever required.

Pedro Santana Lopes, mayor of Lisbon, was president of Sporting Lisbon in 1995, one of the rare years that the club, of which Barroso is also a keen supporter, won the Portuguese cup.

Santana Lopes has also kept himself in the public eye as a regular television commentator on the great game - football, that is, not diplomacy.

His lack of experience in government is partly why his mooted appointment is causing so much fuss. He was state secretary for culture in the mid-1990s but failed to impress the highbrow with his erudition when he named Chopin's violin concerto as his favourite piece of music - a work the maestro appears to have omitted to compose.


Financial Times, 29.06 (requer assinatura).

O princípio de Pedrito

Uma bela análise da personagem central do nosso blog, por João Pinto e Castro. Um texto com seis anos que não perdeu actualidade.

domingo, julho 11, 2004

Contingências

Se Durão Barroso aproveitar o facto de ocupar a presidência da Comissão Europeia para fazer pela Europa o mesmo que fez pelo país, há uma forte hipótese de, dentro de pouco tempo, a Europa estar na cauda de Portugal...


Uma maioria, um governo, um presidente

Não há como a Ana Gomes para estragar uma boa piada...

O veto

Ficámos hoje a saber, pelo Expresso, que o nosso presidente alargou a sua interpretação do conceito de veto. Além dos diplomas legislativos, este poder abrange agora igualmente pessoas ministriáveis.
Ficámos também a saber que 1) Sampaio confia em Santana para chefiar o Governo, mas não para escolher os ministros 2) Sampaio confia em Portas para ser número dois da coligação governativa, mas não para ter uma das pastas mais inofensivas 3) Santana quer tanto chegar à chefia do Governo que aceita estar na situação única de Primeiro-Ministro que não escolhe os seus ministros.
Nesta linha, deixamos a Sampaio e Santana uma sugestão: como o Presidente pretende continuidade na Justiça, e a actuação de Celeste Cardona se caracteriza por não existir, não será de optar por extinguir o Ministério?

Dois Coelhos

Não é todos os dias que um coelho tira outro coelho da carlota.
Ignora-se se, ao sair da toca, o láparo Miguel tentou, de moto próprio, agitar uma cenoura, ou se está a fazer antes o papel de lebre.

sábado, julho 10, 2004

Negócio

É agora claro que foi feito um negócio em que o Sr. Presidente da República aceitando a continuidade da governação vetou políticamente o nome de Paulo Portas para o ambicionado cargo de MNE.
Falta saber qual o cargo admitido pelo mais Alto Magistrado da Nação para tão Brilhante Dirigente Português.
Por um lado, a decisão do Lampada foi boa, criou condições para a continuação do rega-bofe que sempre foi e será a Política Nacional.
Por mim temos Blog.

Não percebi

Na desculpa esfarrapada usada pelo Dr. Ferro Rodrigues para não ser varrido do Secretariado-Geral do seu partido foi utilizado um argumento que prefiro não perceber.
Esperava o Sr. que o amigo pessoal de longa data lhe entregasse numa bandeja dourada a chefia do governo em nome das lutas passadas, das cumplicidades vividas ?
Ouçam o Editor de Política da SIC e SIC Notícias que é geralmente um homem bem informado.

Eu avisei !

Não sei de que mais me hei-de rir. Se da resposta do Secretário -Geral do PS, que a completo despropósito vem renunciar a um cargo para o qual já hà sucessor ; se da reacção absolutamente descabelada da Dra. Ana Gomes .

Diz-me com que andas

"Tiro o meu chapéu à coragem política e ao patriotismo do Sr. Presidente da República", afirmou Alberto João Jardim.
No meio da tespestade de críticas, esta, para Jorge Sampaio, deve ter sido a mais difícil de ouvir.

sexta-feira, julho 09, 2004

É a falta de visão que nos fode...

Após a comunicação do PR ao país fiquei com uma certeza: os meus votos nele em 1996 e 2001 não se desperdiçaram.
Ainda antes de José Barroso ter apresentado a sua demissão, já os analistas políticos e os iluminados cá do burgo se afadigaram em múltiplas interpretações – umas algo revisionistas e outras mais práfrentex – da nossa Constituição; do debate travado e dos argumentos algo histéricos invocados por ambos os lados da barricada resultou para mim uma certeza: a culpa desta vez não é do sistema, mas sim da Assembleia Constituinte.
Não querendo escalpelizar as nossas vicissitudes históricas, tenho como seguro que um dos principais óbices ao desenvolvimento sustentado do país tem sido a falta de visão estratégica a média e, sobretudo, a longo prazo. Como se sabe, a nossa Constituição foi elaborada num circunstancialismo histórico muito definido: o 25 de Abril tinha sido apenas dois anos antes, o 25 de Novembro e o 11 de Março eram recentes, o Verão Quente tinha sido praticamente na véspera e do PREC é melhor nem falar. Mas, tudo isso, não implica que possamos chamar à responsabilidade – hoje mesmo – os mentores da Constituição. Efectivamente, a ideia com que fiquei é que se preocuparam mais em olhar para o seu próprio umbigo em vez de tentarem vislumbrar um horizonte a pelo menos três décadas. Na verdade, mal se compreende que desde 1976 não se tenha acautelado o facto de algum dia o país ter que se confrontar com a demissão de José Barroso e a sucessão dinástica e nepótica de Santana Lopes e, pior do que isso, tentar colocar alguns entraves ao normal processo democrático.
Lembrará a alguém com dois palmos de testa ter na Lei Fundamental um artigo com a redacção do actual 195º? Não é esse um paradigma da forma como o país não pode evoluir sustentadamente? Não seria muito mais simples – logo em 1976 – ter previsto uma norma do seguinte teor?
«Em caso de demissão de um Cherne que presida a um Governo nesta República das Bananas, não se coloca qualquer entrave à continuidade do Governo em funções desde que se observem cumulativamente as seguintes condições:
a) A demissão do Cherne foi motivada pela necessidade de fuga precipitada para um valente tacho em Bruxelas;
b) O partido que esteja no poder tem que designar de imediato um sucessor num conclave restrito realizado à porta fechada e onde estejam presentes apenas os baronetes de pacotilha desse mesmo partido;
c) O sucessor designado terá que ter o apoio incondicional do bacoco do Alberto João Jardim;
d) O sucessor designado terá que assegurar logo tachos para as principais figuras do partido.
e) O sucessor designado terá que ser inconsequente, destituído de bom senso e, se possível, totalmente acéfalo.».
Ora, nada disto foi feito e, como vimos, andámos estas duas últimas semanas apenas dependentes do bom senso do PR, o que, felizmente e mais uma vez, se verificou.
Mas, não se pode deixar de remarcar esta nota de desagrado como reflexo da falta de visão estrutural apontada e que, no nosso caso, tem sido prática dos últimos anos. Valha-nos São Sampaio!!!

Foooooda-se II

O nosso comandante0 estava danado pela selecção: eu, depois do comunicado do Lâmpada, é mais pela merda de país que vou deixar à minha filha...

Ferro

Uma saudação democrática a Ferro Rodrigues, o único que hoje trouxe más notícias a Santana Lopes

Trapalhão

Pronto, já está, aconteceu o que se temia. Sampaio tinha que optar entre ser o primeiro amanuense da República, ou ter uma posição arrojada: afirmar que, com a legitimidade que lhe vem do voto popular, não estava obrigado a aceitar um primeiro-ministro no qual nem ele, nem ninguém, confia. Previsivelmente, triunfou o amanuense.
Tinha, todavia, que dar uma prova de vida; Sampaio pediu, e terá recebido, garantias de "continuidade" com a acção governativa anterior. Não, note-se, respeito pelo programa eleitoral de 2002, mas continuidade.
O Presidente deu assim o seu aval à acção política do governo anterior; e transforma-se em co-responsável pela acção do novo. Se o novo Governo quiser mudar de política, não pode. Se a oposição quiser exigir uma mudança de orientação política, está em oposição, não ao Governo, mas ao Presidente.
Era previsível que Sampaio cometesse hoje um erro - a aceitação de Santana. Superou as nossas expectativas. Cometeu dois.

O Lampada

Parece que é oficial, o Sr.Presidente da República vai mesmo convidar os partidos que sustentam a maioria a formar governo.
Mais uma vez, um Alto dirigente político da Esquerda prefere a solução mais fácil.
Mais fácil de explicar - Tomou a mesma decisão quando do abandono do Eng. Guterres.
Mais fácil para a sua própria imagem - Como é comum no PS os seus dirigentes vivem obcecados com a imagem que o País tem das suas excelsas figuras.
Mais fácil para o próprio PS - Assim podemos ver o fantástico espectáculo de luta pela sucessão com Sócrates e Vitorino a degladiarem-se.

Moral da história - Quando aprendem tais figuras,que às vezes tem que se tomar a solução mais dificil?
Mesmo que com prejuízos para a imagem imediata?
Os portugueses não são Burros!

Conceitualismo II

Ah, e já agora, expliquem-lhe também a diferença de fazer democracia com massa (nos cofres do Estado) e sem a dita... Quase que apetece dizer: volta, Manuela, que estás perdoada...

Conceitualismo

Estive alguns dias longe da blogosfera e penitencio-me por tal: efectivamente, este post devia ter sido publicado logo na 3ª feira após a inenarrável e indecorosa entrevista de PSL na RTP1. Mas, como mais vale tarde do que nunca, cá vai:
Alguém será capaz de explicar àquele energúmeno a diferença entre "democracia das massas" e "democracia para as massas"???

Sabedoria popular

Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um caco de vidro que se encontrava no chão), o médico e o doente começaram a conversar sobre o Santana Lopes.
E o velhinho disse:
- Bom, o senhor sabe...o Santana é uma tartaruga num poste...
Sem saber o que o camponês queria dizer, o médico perguntou o que era uma tartaruga num poste.
A resposta foi:
- É quando o senhor vai por uma estradinha e vê um poste da vedação de arame farpado com uma tartaruga equilibrando-se em cima dele. Isto é uma tartaruga num poste...
O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e continuou com a explicação:
- Você não entende como ela chegou lá;
- Você não acredita que ela esteja lá;
- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
- Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
- Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!

quinta-feira, julho 08, 2004

O Cherne

Vamos trocar o Cherne pelo Carapau de corrida!

Hi-hon

O PP apareceu ontem em Belém com um texto truncado do PR, tentando demonstrar que o pensamento de Sampaio é contrário à dissolução (pode ler-se o extracto omitido aqui).
Como é que eles pensaram que ninguém dava pela marosca? Acham que o Presidente não se lembra do que escreveu? Acham que mais ninguém lê livros?
Creio que a resposta é outra. Em mais um acto abnegado de solidariedade, Portas faz a figura de urso para que Santana pareça mais sério. Por contraste.

O nacional-bacoquismo revisitado

Incongruência, denuncia Vital Moreira, a propósito da intenção do PS de votar favoravelmente a indicação de "José Barroso" para a Comissão. Com toda a razão, e ao encontro do que aqui já tinhamos escrito.
É totalmente contraditório com o espírito europeu que se vote em alguém só com o argumento de ser português. Pelo contrário, a escolha deve recair sobre uma pessoa a quem se reconheça capacidade e partilha de causas comuns. A linha de fractura natural é, aí, a das famílias políticas. Como percebeu alías o PPE, ao recusar a indicação de qualquer socialista.
O raciocínio é também contraditório com o interesse português. Se cada país passar a votar nos seus próprios nacionais, com o peso que temos, havemos se nos safar muito bem!
Claro que, aqui, o PS está no buraco que ele próprio cavou, quando "exigiu" que o Governo apoiasse Vitorino. Fazendo aliás a triste figura de não ter depois convencido nenhum governo socialista a fazer o mesmo.

terça-feira, julho 06, 2004

Santana por Santana

Ontem, Pedro Santana Lopes teve a oportunidade de se apresentar ao país, em entrevista à RTP. A imprensa de hoje destaca as "garantias de continuidade" de acção governativa que PSL foi deixando, com o claro intuito de ir ao encontro das supostas preocupações de Belém.
Nada de novo. Se o PR indicasse que queria um governo com mais ritmo, PSL faria o percurso para Belém tocando bombo.
Por mim, prefiro destacar um momento revelador da personalidade de PSL. Confrontado com as resistências que a sua escolha merece, comparou-as às resistências a Sá Carneiro motivadas pela vida pessoal deste.
Ora, é verdade que alguma esquerda se empenhou, à época, numa campanha indigna contra Sá Carneiro. Mas, que eu tenha visto, as críticas a PSL não tem a ver com a sua colorida vida pessoal, mas com a sua errática vida pública. É bom que assim seja, e que PSL não tente mais uma vez armar-se em vítima do que não existe.
A não ser, claro, que ele escolha este momento para abandonar, pela segunda vez "definitivamente", a vida política. Definitivamente, para PSL, são dois meses, mas por agora seria suficiente.

segunda-feira, julho 05, 2004

Desespero

Olá a todos.
Só para dizer que, estou em casa com gripe em pleno Verão, Portugal perde na final do Europeu com a Grécia ( único país tão trágico como o nosso)e Santana vai ser Primeiro Ministro!
É muito para uma pessoa só.

domingo, julho 04, 2004

A razão de ser deste blog

Não sei se já repararam, mas foi preciso que o FDP da Santana Lopes chegasse a presidente do PSD e, consequentemente, ser um putativo primeiro ministro cá do burgo, para a selecção não conseguir marcar nenhum golo! A minha alma sangra e cada vez dou mais razão ao comandante0 por ter criado este blog...

Foooooda-se

28 de Maio Sempre!

Curioso post na embarcação (em evidente deriva reaccionária) que dá pelo nome de Mar Salgado.
Aparentemente, as consequências de eleições são:
Se coligação ganhar as eleições, estas terão "travado a recuperação económica"
Se o PS ganhar, não terá maioria absoluta, e trará a "extrema esquerda" para o poder, o que "será necessariamente a ruína económica do país".
Assim, as eleições, quando a direita ganha, só servem para atrapalhar o mercado; quando a esquerda ganha, são a ruína do país. A conclusão é óbvia: é preciso acabar com essa merda de haver eleições.
Há 30 anos que a direita não falava tão claro. Welcome back!

sábado, julho 03, 2004

SOPHIA



"pela limpidez das tão amadas
palavras sempre ditas com paixão
pela cor e pelo peso das palavras
pelo concreto silêncio limpo das palavras
donde se erguem as coisas nomeadas
pela nudez das palavras deslumbradas"


sexta-feira, julho 02, 2004

Amanhã é sempre longe demais...

Lamento meu caro comandante0! Antecipei-me aos teus prognósticos e decidi postar já hoje porque amanhã este blog podia já cá não estar e eu perderia os meus segundos de fama...
Aliás, idêntico raciocínio deve ter feito Durão Barroso ao decidir aceitar a presidência da União Europeia deixando cá o nosso ódio de estimação como presidente do PSD: com o rumo que o país estava a levar, amanhã ele (Portugal) poderia também já cá não estar...

A quadratura do círculo

Já circula nos mentideros que Pedro Santana Lopes vai convidar o pobre taxista - que, por mero acaso, também é sobrinho de Isaltino Morais - para substituir Bagão Félix na tutela da Segurança Social: a forma brilhante como o rapaz conseguiu aforrar (e fazer multiplicar) uns míseros tostões provenientes única e exclusivamente da sua labuta esforçada se aplicada aos serviços da Segurança Social assegurarão a sustentabilidade desta por muitos e muitos anos! Ministro morto, Ministro posto!

Nacional-bacoquismo

Porque é português, António Vitorino tinha o apoio do Governo PSD/PP para Presidente da Comissão; se a ocasião se apresentar, dirão que não serve para o país.
Porque é português, "José Barroso" terá o voto do PS para Presidente da Comissão; há uma semana, ele não servia para o país.
Estes, note-se, são os partidos europeístas.
Nas próximas legislativas, só votarei em candidatos a primeiro-ministro da minha freguesia.

Novas adesões

Espera-se para amanhã a estreia de Emiliano Zapata e Conchita Morales neste blog.

Duplipensar

Dois primeiros-ministros conduzem os seus partidos a derrotas eleitorais pesadas a meio do seu mandato.
Dois primeiros-ministros dizem ao país ter compreendido o sinal do eleitorado.
Dois primeiros-ministros abandonam o governo a meio da legislatura.
Um deles fá-lo porque não tem maioria e entende não ter condições de governabilidade, provoca eleições e abandona o exercício do poder.
O outro, apesar de dispor dessa maioria, opta por um cargo mais atractivo e com menos chatices (já recusado pelo primeiro e por mais meio mundo), e desencadeia uma confusa crise política.
Segundo uma tese dominante, o primeiro "fugiu". Já o segundo tomou uma decisão no interesse da nação.
Serei só eu que não vejo grande sentido nesta história?

Alberto João a Primeiro Ministro? (II)

O Barnabé apresenta vários candidatos possíveis a primeiro ministro: o Valentim, o Isaltino e o sobrinho. Porque é que não se fala no Alberto João? O homem está em grande forma. Quem diz que "os portugueses estão a ser enganados por uns bandos de Lisboa" sabe do que está a falar.

Ele é a voz que clama no deserto

Pacheco Pereira, neste artigo no Público on-line. Ainda há gente lúcida no PSD.

Alberto João a Primeiro Ministro?

Há poucas semanas, Dias Loureiro queria transformar Portugal numa imensa Madeira.
Se o PSD pode indicar quem quiser para Primeiro-Ministro, porque não Alberto João Jardim?

quinta-feira, julho 01, 2004

X-File

Todos os indícios apontam para uma conspiração vasta e bem organizada.
Os candidatos competentes ao lugar de presidente da Comissão Europeia são misteriosamente afastados ou pressionados a não aceitar os convites. Restaram apenas Durão Barroso e o Tino de Rãs. Ficou o Barroso.
Os adversários da selecção portuguesa aparecem em jogo estranhamente tolhidos (chantagem? envenenamento alimentar?). A carreira da selecção distrai o país da crise política.
Há menos votos contra Santana no Conselho Nacional do PSD do que as vozes críticas que já se fizeram ouvir. Alguns dos críticos exibem cicatrizes de trepanação.
É preciso alertar a população contra a conspiração em curso! Santana Não!


 
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