Contra Santana - Encerrado a 10.03.2005

sexta-feira, julho 09, 2004

Trapalhão

Pronto, já está, aconteceu o que se temia. Sampaio tinha que optar entre ser o primeiro amanuense da República, ou ter uma posição arrojada: afirmar que, com a legitimidade que lhe vem do voto popular, não estava obrigado a aceitar um primeiro-ministro no qual nem ele, nem ninguém, confia. Previsivelmente, triunfou o amanuense.
Tinha, todavia, que dar uma prova de vida; Sampaio pediu, e terá recebido, garantias de "continuidade" com a acção governativa anterior. Não, note-se, respeito pelo programa eleitoral de 2002, mas continuidade.
O Presidente deu assim o seu aval à acção política do governo anterior; e transforma-se em co-responsável pela acção do novo. Se o novo Governo quiser mudar de política, não pode. Se a oposição quiser exigir uma mudança de orientação política, está em oposição, não ao Governo, mas ao Presidente.
Era previsível que Sampaio cometesse hoje um erro - a aceitação de Santana. Superou as nossas expectativas. Cometeu dois.


 
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