Contra Santana - Encerrado a 10.03.2005

terça-feira, novembro 30, 2004

Vem aí o monstro do Bolo Rei

Tenha medo, tenha muito medo!
Vem aí o monstro do Bolo Rei.
Aproveitando as tradições da quadra e renascido das cinzas como Fénix Algarvia acho que, podemos contar com o Professor de Boliqueime para os próximos tempos.
Mais uma para agradecer ao Lâmpada!

Obrigado, Sampaio

A pedido do nosso Comandante0 - que se encontra longe de um qualquer PC - deixa-se aqui manifestado o seu sentimento actual: YYYEEESSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tá tudo louco!!!

Confirmando a tese de que nos falta muito pouco para a Mexicanização do País, o Sr. Presidente da República decidiu hoje dissolver a Assembleia da República e convocar eleições legislativas.
Ora, não se descortinam hoje grandes alterações no País para justificar tal medida atento o comportamento do mesmo alto Magistrado 4 meses atrás.
Se tem agora condições para marcar eleições porque não as tinha quando da saída do Dr. Durão?
Porque perdemos 4 meses de regular funcionamento do Estado português?
Será que, de facto, o problema se punha porque o líder do principal partido da oposição se chamava Ferro Rodrigues?

Novidades acabadas de chegar lá dos lados de Belém

Foda-se! O Lâmpada perdeu a cabeça!

Navegação à vista

Recomenda-se este post hilariante do FNV, um dos marujos residentes da nossa traineira de estimação!

Período experimental

Pensei desde o início que Jorge Sampaio tinha tomado a melhor decisão em termos de princípio, mas não a melhor decisão em termos de circunstância. Ou seja, entendo que, em teoria, uma maioria estável deve poder mudar de liderança ( e de primeiro-ministro) sem recurso a novas eleições. Mas que a figura apresentada (Santana Lopes) não tinha condições mínimas para o lugar.
Os seus talentos para o improviso vão dando para a gestão de um pequeno município (como a Figueira); dão-se mal com um município grande (como Lisboa); e são a receita para o desastre no país. Creio que esta é uma opinião que o PSD geralmente partilhou, dados os resultados obtidos por Santana nas suas candidaturas à liderança do partido.
É por isso compreensível o drama da decisão de Sampaio, que não quis um decisão com um fundamento ad hominem. Para o presidente, seria difícil apresentar ao país um discurso do género "estabilidade sim, mas com este gajo não".
Após o desastre destes quatro meses, é altura de Sampaio repensar a sua decisão. Ele deu uma oportunidade à estabilidade, mas a receita não gerou essa estabilidade. Acabou o período experimental (240 dias, nos termos do código de trabalho, para os cargos de chefia) e o empregado, claramente, não serve.

P.S. Curiosamente, a decisão que Sampaio deve tomar corre o risco, mais uma vez, de desagradar ao PS. Que preferiria eleições quando a sua alternativa de governo estivesse consolidada e o PSD se tivesse afundado para números semelhantes aos que o próprio PS experimentou em 1985.

segunda-feira, novembro 29, 2004

Santana regressa quarta-feira a Belém

É a comprovação de que o povo tem razão quando diz que o criminoso volta sempre ao local do crime...

domingo, novembro 28, 2004

Eles escreveram esta para Santana Lopes


A vaguear por entre as ruínas e o trânsito do fim da tarde
As pessoas apressavam-se por causa do cair da noite
E o pobre homem seguia um destino sem rumo
Arrastando o seu cadáver
E o pobre homem
Seguia um destino sem rumo
Arrastando o seu cadáver


[Adolfo Luxúria Canibal / António Rafael]

Este merda de (des)governo está mesmo a cair aos pedaços!

Algo me diz que ainda não é desta que o Lâmpada vai descobrir que o regular funcionamento das instituições está posto em causa...

Após isto, o dilúvio!

Quando eu começo a estar de acordo com aquele parolo vindo de Boliqueime que, por mero acaso até foi PM cá do burgo durante dez anos, está tudo perdido...

Novidades

Se há coisa que se pode gabar ao PCP é a sua capacidade de improviso e de nos conseguir sempre surpreender. Ninguém estava à espera da entronização de Jerónimo de Sousa e o meu anterior post era só uma forma de tentar cuspir para o ar.

sexta-feira, novembro 26, 2004

Adeus, Fernando Valle (1900-2004)

Rui Bronco da Silva, take 156415654173

Obrigado ao Pé de Meia por mais uma história deliciosa do energúmeno amante do contraditório!

Está tudo doido (reprise)

É sempre arriscado comentar decisões judiciais a partir da leitura dos jornais - é frequente que da truncagem das citações pelo jornalista, para demonstrar um certo ponto de vista, somada à sua ignorância jurídica, resulte uma visão deturpada dessas sentenças.
Não faço assim ideia se a redução de uma pena, de 14 para 11 anos, para alguém que matou a mulher, relatada pelo público ontem, é uma decisão justificada ou não. Mas não estou a ver em que diabo de contexto se podem citar estes factos como circunstâncias atenuantes que justifiquem redução da pena:

"deixou algumas vezes esturricar a comida que confeccionava; chegou a sair e a chegar a casa de noite; ia tomar café a um estabelecimento de cafetaria e não deu conhecimento ao arguido de uma deslocação; chegou a mostrar a barriga quando se encontrava junto de pessoas amigas e se falava da condição física de cada uma delas".

Pode um tipo viver num país em que o poder supremo da judicatura está entregue a gente que assina textos destes?
A minha campanha pessoal pela criação do círculo judicial das Berlengas acaba assim de ser expandida: as Berlengas precisam também de um tribunal superior.

Alerta: dissidente

Um militante comunista pretende apresentar ao Congresso a escandalosa proposta de poder haver listas alternativas à que é proposta pelo CC. Trata-se, nas palavras dele, de defender uma "maior democracia interna" no PCP. O que é que a palavra "maior" está a fazer na frase?

quinta-feira, novembro 25, 2004

25 de Novembro sempre!

(social) fascismo nunca mais!

O referendo

Estou muito grato aos autores da pergunta do referendo europeu.

Em primeiro lugar, acho que a formulação textual da pergunta é mais ou menos irrelevante: aquilo que se vai perguntar na prática é aquilo que a Constituição não permite perguntar ("É a favor da aprovação do Tratado Constitucional?"), pergunta que acaba por ser muito mais complexa do que a que é apresentada; a pergunta sobre que se vai fazer campanha é "É a favor da Europa?"; e a motivação dos que forem responder não é chatear os políticos.

Em segundo lugar, a pergunta permitiu revelar a apreciação das elites sobre a literacia dos portugueses - a opinião dominante é de que a maioria dos nossos concidadãos não está em condições de perceber uma frase de quatro linhas, discutida durante o breve espaço de 6 meses (reparem como, em contrapartida, ninguém veio reconhecer "eu não percebo a pergunta").

Em terceiro lugar, a pergunta foi um fantástico catalizador do humor, e tenho rido até às lágrimas com o que se escreve sobre ela. Destaco este magnífico post do Daniel Oliveira no Barnabé, e ainda o projecto de boletim de voto, com origem no Inépcia (inépcia é a minha de ainda não conhecer este espaço fundamental da Net).

Para uma discussão mais séria sobre o fundo da questão, sigam-se sobretudo os textos de Vital Moreira no Causa Nossa (aproveitamos para os congratular pelo seus um ano e três dias de funcionamento).

Ordem nos Advogados

Em complemento à segunda parte deste post da Conchita (que continua a denunciar-se pelo não uso dos adjectivos no feminino), quero apenas, na qualidade de advogado com a inscrição "de molho", acrescentar a seguinte observação:
Há três candidatos a bastonário. Apenas dois deles conseguem pelo menos o feito de fazer passar a ideia de que os advogados são gente civilizada (ou seja, que podem ser admitidos na porta de casa sem o risco de urinarem nos tapetes).

Remodelação

PSL brindou o país com uma remodelação - em estilo "dança das cadeiras" - de surpresa. Impõem-se três notas breves:

Henrique Chaves como Ministro da Reabilitação: não se percebe se se trata da reabilitação do Governo (com um grau de invalidez elevado em virtude das mossas dos últimos meses); ou da reabilitação do país.

A despromoção de Rui Gomes da Silva, que perde os Assuntos Parlamentares; medida de óbvio bom-senso, pois assim passará a dizer os seus disparates em lugares onde existam menos jornalistas do que nos Passos Perdidos.

A infelicidade dos futuros membros do Gabinete de Feliciano Barreiras Duarte, em cujo cartão de visita será impresso o seguinte título

Fulano de Tal
Adjunto do Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto do Primeiro Ministro

quarta-feira, novembro 24, 2004

Remodelação governamental

Desta vez nem foi uma questão de mudarem muito as moscas; elas mantiveram-se lá... tal como a merda!

Quem vê TV sofre mais que no WC

Socorro-me dos épicos Taxi para tentar descrever a náusea profunda que me invadiu ontem à noite enquanto via um pouco de televisão.
As coisas começaram mal: Lucky Lopes, superiormente acolitado pela demissionária Judite de Sousa, teve direito a um vasto tempo de antena onde debitou um vasto chorrilho de imbecilidades, tangas e promessas irrealizáveis. Defendeu o ex-adicto e Rui Bronco da Silva como melhor pôde e entendeu tentando justificar aquilo que à saciedade já ficou demonstrado que era injustificável... A questão que se me colocou foi apenas a seguinte: Lucky Lopes é mentiroso porque tem que ser, é mentiroso porque tem uma pulsão incontrolável para tal ou é absolutamente inconsciente e faz todo aquele tipo de promessas porque nem sequer sabe sobre o que está a falar? Em qualquer dos casos, a resposta não pode deixar de ser perigosa para todos nós!
Prosseguindo, e em busca de novos ares, mudei para a SIC Notícias: estava a começar o debate entre os três candidatos a bastonário da Ordem dos Advogados. Absolutamente repugnante!
Entre propostas que consubstanciam um cinzentismo tradutor de "mais do mesmo", o gongorismo próprio dos vaidosos e o destemperamento peculiar de quem só sabe fazer campanha pela negativa, vi de tudo.
Com tantos laivos de projectos de poder pessoal ali manifestados, questionei-me sobre se algum dos candidatos seria alguma vez capaz de despir a farda corporativa e apresentar propostas concretas reveladores da necessária integração da função ético-social do advogado a que António Arnaut tantas vezes alude.
Mais! Questionei-me igualmente sobre se algum daqueles candidatos era capaz de apresentar um projecto coerente, sério e credível que fosse minimamente perceptível para os seus pares que (eventualmente) estivessem a ver o debate.
Devo dizer que, em ambos os casos, a minha própria resposta foi negativa! E se não se conseguem convencer os próprios advogados, como querem aqueles candidatos transmitir para o grande público uma imagem de afirmação e, mais do que isso, necessidade da Ordem dos Advogados em si?!?!?! Não estaria na altura de parar para pensar?
Finalmente, chocou-me que os moderadores do debate (João Adelino Faria e Sofia Pinto Coelho) tivessem reiteradamente referido que mais de 23000 advogados iriam escolher um novo bastonário. O número, em si, talvez seja exacto, mas há que referir que o universo de votantes é tão alargado, porque existe uma disposição legal absolutamente inconstitucional que obriga ao voto, sancionando pecuniariamente os que não o fizerem. É, enfim, a norma que existe para se poder afirmar que os advogados estão mobilizados em torno da sua entidade reguladora, porque, de outro modo, estou piamente convencido que a taxa de abstenção seria bem superior aos 50% tal não é o divórcio patente entre os advogados e a sua clique dirigente... Esperemos melhores dias!

terça-feira, novembro 23, 2004

RTP

Depois do escândalo que é ter que aturar a Iluminada Fátima Campos Ferreira, no Brilhante Prós e Contras, só porque o mano é deputado e figura grada do partido do Governo, temos agora um novo episódio com a nomeação da Impante Rosa Veloso para a vaga de correspondente em Madrid.
Quanto ás reais razões de tal merecida nomeação só podemos especular, parece-me evidente que não foi pelas fantásticas capacidades da dita Senhora para tal Ministério.

segunda-feira, novembro 22, 2004

Para o Pedro alto astral...

No soy retor de nada
no dirijo
por eso atesoro
las equivocaciones de mi canto

Pablo Neruda

Criatividade precisa-se

Independentemente do Lâmpada ter vetado o último dislate do (des)governo de Lucky Lopes - o homem que fala mais rápido do que aquilo que pensa - com o argumento da crise económica, devo dizer que o que eles precisam é de uma central de inovação e de ideias. Senão repare-se: já Hitler tinha o seu ministério da propaganda dirigido por Goebbels. Então, por que razão andamos nós a recauchutar ideias - vindas de tão nobres exemplos, é certo... - quando uma das grandes apostas deste (des)governo (dizem eles) é a inovação?! Criatividade precisa-se...

domingo, novembro 21, 2004

Celso Furtado (1920-2004)



"preferi a economia como minha vocação (...) se reduzir a pobreza pelo uso da análise económica para acelerar o crescimento e, dessa maneira, elevar as pessoas a empregos rentáveis e sustento digno não é um imperativo moral, o que é que é?"

Esta frase de Jagdish Bhagwati poderia provavelmente ter sido subscrita pelo economista brasileiro Celso Furtado, ontem falecido.

Furtado foi um dos maiores e mais influentes economistas latino-americanos deste século. Desenvolvendo a parte mais inovadora da sua obra nos anos 50 e 60, seguiu naturalmente a tendência designada como "economia do desenvolvimento", aplicando as suas investigações em especial ao caso brasileiro e à explicação para o subdesenvolvimento. Negou a este o carácter de etapa necessária do crescimento, e apontou à excessiva concentração da riqueza (e das estruturas políticas que o acompanham) responsabilidade decisiva na manutenção desse subdesenvolvimento.
Além da importância decisiva do seu pensamento para a generalidade das ciências socias na América Latina, Celso Furtado destaca-se também na luta pela democracia (a oposição ao regime saído do golpe de 1964 valeu-lhe o exílio). Manteve até ao fim da vida intervenção intelectual lúcida e marcada por um profundo humanismo, do que é exemplo este pequeno texto, um dos seus últimos. Por tudo isto, Celso Furtado fica credor da nossa gratidão e homenagem.


sábado, novembro 20, 2004

Todos à portagem com um cigarro aceso na mão

Este blog adere oficialmente à manifestação "todos à portagem com um cigarro aceso na mão", marcada para o próximo dia 1 de Dezembro.

O Butão

Segundo esta notícia da BBC (a que cheguei via Blasfémias), o Butão será o primeiro país do mundo a banir totalmente o tabaco. É sempre bom saber quais são as fontes inspiradoras do movimento civilizacional que inspira o nosso Governo.

quinta-feira, novembro 18, 2004

Sócrates já é PM?

Estou a ouvir a intervenção de Paulo Portas no debate do OE, até agora toda dirigida a José Sócrates. Será que já é o Orçamento do PS?
Não. É apenas um Governo cujo discurso essencial continua a ser dizer mal do Governo de há 3 anos (!) e gabar-se, ao entrar no seu 3º orçamento e meio, de que o PIB vai crescer cerca de 1% (é o mesmo que o Benfica congratular-se por a equipa não descer de divisão).

Continuo a afirmar o mesmo. O discurso de Paulo Portas é o de um jornalistazeco (até a boca ao teleponto tinha que vir), com algum jeito para a rima, mas que não tem, nunca teve, e não se prevê que venha ter, categoria pessoal para ser ministro de Governo nenhum; e com mau gosto para os fatos.

Hombridade precisa-se!

Portas não quer saber das conclusões da AACS;
O ex-adicto acusa a AACS de falta de credibilidade;
O PSD, pela voz do seu SG, considera que as conclusões da AACS são confusas, pobres e parciais.
Agora, questiono-me eu: não foi a maioria que sustenta este (des)governo que impediu a audição parlamentar dos diversos intervenientes neste triste episódio pois, segundo Guilherme Silva, decorria o inquérito promovido pela AACS, sendo este o organismo com autoridade legal e constitucional para o efeito?
Então, não servindo tais conclusões pois mais uma vez puseram em xeque a merda de (des)governo que temos, há que a demonizar? E que tal serem homenzinhos - ao menos uma vez na vida - e assumir os erros demitindo, pelo menos, o Rui Bronco da Silva (para já nem falar do ex-adicto)?
Esta lamentável situação faz-me lembrar a postura de Savimbi que andou a exigir eleições em Angola tendo "decretado" nova guerra civil quando os resultados nas urnas lhe foram desfavoráveis... Savimbi morreu no fragor da batalha; e este (des)governo?

Não é preciso ir p'ró Governo p'ra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro

Algumas pessoas nunca chegam a perceber o que significa ser membro do Governo. Foi o caso de Ricardo Sá Fernandes (que achava que a sua liberdade de expressão não podia ficar limitada; é evidente que a liberdade de expressão de um membro do Governo é limitada). É o caso de Paulo Portas.
A AACS não é uma qualquer associação recreativa - é um órgão a que a Constituição confere atribuições para fazer exactamente o que fez, e pronunciou-se sobre a actuação de membros do Governo.
Portas poderia dizer que aquela não era a ocasião de responder; ou que outra pessoa iria reponder em nome do Governo. Não pode dizer "quero lá saber", porque, ao contrário do que ele possa pensar, a função do jornalista não é perguntar-lhe o que ele quer saber, mas o que nós queremos saber.

Indiferenças

O asno do Portas diz que não quer saber das conclusões da AACS no que respeita a mais uma mafiosice deste (des)governo. Não deixa de ser curioso que o sentimento seja recíproco e eu também não queira saber daqueles animais para nada!

Peguem e embrulhem!

Então e agora, ó Flopes? Depois disto qual é a próxima fuga em frente?

É a guerra III

Quando se tornava necessário forçar a mão do Senado e do patriciato, a plebe romana recorria a uma espécie de greve política, retirando-se em massa da cidade para o monte Sacro. É mais ou menos o que propõe o Pedro Caeiro - não ir a bares e restaurantes.
Adiro entusiásticamente à ideia - uma greve geral de fumadores a bares e restaurantes.

Como escreveu H. D. Thoreau, se o Estado prende injustamente, o lugar do homem justo é na prisão. Do mesmo modo, se o Estado proíbe de fumar em bares e restaurantes, o lugar do fumador justo é a comer e beber em casa, com outros fumadores. A partir da entrada em vigor da lei e até à sua revogação!

É a guerra II

Ainda há uns dias me queixava da falta que faz uma direita pura e dura - daquela intolerante para com as intromissões do estado na esfera individual e na liberdade de iniciativa privada.
Se deixarmos a inicitiva privada funcionar, haverá estabelecimentos nos quais será proibido fumar (por decisão do proprietário), que eu posso escolher não frequentar; e estabelecimentos nos quais se possa fumar, que os não fumadores podem escolher não frequentar; ou ainda espaços reservados dentro dos estabelecimentos.
A proibição pura e simples de fumar em todo o lado é uma medida totalitária, como bem se escreve aqui.

Mais uma vez se prova que neste país não há, na direita, liberais - pelo menos no sentido em que tal palavra se relaciona com "liberdade".

É a guerra!

Na minha nova condição de leproso, parece que vou estar proibido de entrar em discotecas, bares, restaurantes e no meu local de trabalho - ou de fumar neles, o que é o mesmo que não poder entrar.
Sugiro desde já aos mais dotados de espírito empresarial que aproveitem a prohibition para a instalação clandestina de "smokeasies" em garagens e sótãos.
Que se lixem a crise, o Portas, o défice, o Marcelo, a RTP, os professores, outra vez o Portas. Esta é suficiente para justificar a Revolução!



terça-feira, novembro 16, 2004

«Não há palavras que permitam descrever o horror»

É com a estrofe acima citada que os Mão Morta iniciam uma música cujo título poderia perfeitamente descrever a actual situação deste país face às sucessivas barbáries que este (des)governo tem praticado; o título em causa é «Arrastando o seu cadáver». Vem isto a propósito da direcção de informação da RTP se ter demitido ontem em bloco, depois de tornado público o pedido de demissão de José Rodrigues dos Santos, director de informação do canal. Na origem desta decisão terão estado, ao que a A Capital apurou, pressões políticas no conteúdo editorial da televisão do Estado. É mais um entalhe na coronha da arma deste (des)governo no que tange à liberdade de informação depois dos episódios muito sui generis das nomeações de Luís (Intestino) Delgado, do afastamento de Fernando Lima e o convite/desconvite a Clara Ferreira Alves, do afastamento de Henrique Granadeiro e da imposição do conveniente silêncio de Marcelo Rebelo de Sousa. Quem é a seguir? A Mandala e os bonecos do Contra-Informação?!

Pravda

Na sua autobiografia, o historiador inglês Eric Hobsbawm refere como, para os comunistas da sua geração, a revolução de 1917 exerceu um fascínio que nunca foi igualado pela revolução chinesa. Assim também o PSD, depois da sua recente deriva maoista, volta à linha certa - como o indicia a gigantesca inscrição "Verdade" no palco do Congresso.
Naturalmente, não se fez esperar a pravdização da comunicação social pública. Será que, como sugerem os marretas, Luís Delgado pode substituir Rodrigues dos Santos?

Retoma

Não, não se trata da retoma económica, mas da retoma nos posts nesta coluna do Contra Santana - após o devido período de nojo (em todos os sentidos) pela vitória eleitoral do gajo.

segunda-feira, novembro 15, 2004

Hino

O hino oficial da Geração Portugal apresentado no último congresso do PSD falava num " Grande Lusito". Cheira-me a Mocidade Portuguesa.

Jardim zoológico

Findo que foi o congresso do partido que lidera a coligação que suporta o nosso (des)governo não posso deixar de suscitar uma breve reflexão sobre o discurso de Morais Sarmento: o ex-adicto comentou que o PCP tinha os seus dinossauros, o BE tinha o grilo falante da política portuguesa e o PS tinha um animal feroz na sua liderança; questão candente, quanto a mim, é que existiu mais uma tentativa de reescrever a história da política portuguesa ao prudentemente olvidar qualquer referência zoológica à antiga e à actual liderança do PSD: o cherne e o carapau de corrida!

sexta-feira, novembro 12, 2004

As melhoras

«O ministro das Finanças, António Bagão Félix, está hospitalizado no hospital de Santo António, no Porto, devido a um problema de hipertensão». Eu também teria problemas de saúde graves se no meu quotidiano tivesse que privar com os restantes membros deste (des)governo!

O sol quando nasce é para todos

«O Ministério da Saúde está a colocar contra a parede uma empresa farmacêutica – a Pfizer – ao condicionar a aprovação de um medicamento órfão (um fármaco único para o tratamento de uma doença) à descida do preço de outros medicamentos que aquela multinacional tem no mercado». E se nós condicionássemos o pagamento dos nossos impostos ao facto de termos um governo decente e honesto e não aquela cambada de chulos que lá está metida a escopro e martelo pelo Lâmpada?

Inutilidades

«O ministro das Finanças disse quinta-feira à noite, na Maia, que no próximo ano o Estado passará a poder aceder às contas bancárias dos contribuintes sem os avisar previamente e sem que estes possam requerer o efeito suspensivo da consulta». É caso para dizer que da forma como a rapaziada anda a tinir isto há-de adiantar à brava...

Soluções pragmáticas

«Maria José Morgado entende que o fenómeno da corrupção pode estar fora de controlo em Portugal, ao considerar que a sociedade civil se tem deixado embalar e encantar com notícias de escândalos. A antiga directora nacional adjunta da Polícia Judiciária entende com urgente a criação de um programa de combate à corrupção e pediu à sociedade civil que exija da PJ, Ministério da Justiça e do Procurador-geral da República estatísticas, estudos, diagnósticos e resultados sobre a questão».
E como pretende MJM que os poderes instituídos apresentem, de forma célere e transparente, tais estatísticas, estudos diagnósticos e resultados? Alvitro, desde já, uma hipótese: basta que, com a apresentação de tal pedido junto das entidades competentes, se deixe "cair" para a mão do funcionário encarregue do dossier uma simpática nota de 100€ para que ele ponha este nosso processo ao cimo do monte a despachar!

Pescadinha de rabo na boca

O presidente da Associação de Funcionários Judiciais, Fernando Jorge, revelou que o Ministério Público está a deixar prescrever processos de penhora por falta de orçamento para pagar as taxas da Justiça. E, pergunto eu: estando o Estado de tanga, por que razão não vão meter os papéis à Segurança Social para terem apoio judiciário como faz o comum dos mortais?

quinta-feira, novembro 11, 2004

É fartar vilanagem!

Em comentário a um post de JPP no Abrupto, o Sr. Pedro Veiga Santos afirma o seguinte: «O conteúdo do Diário da República Verde, afinal, é muito mais interessante do que parece à primeira vista. Recomendo-lhe vivamente uma leitura muito atenta do despacho do Sr. Director-Geral dos Impostos, no fim da pag. 15796, onde se autoriza a passagem à situação de licença sem vencimento de longa duração à Assessora jurista do quadro da Direcção-Geral dos Impostos Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona. Afinal, a Ilustre Advogada, fiscalista emérita, é também funcionária pública, e do quadro de pessoal da D.G.I. Não acha curioso?É certo que, de um ponto de vista estritamente legal, não é impossível exercer simultaneamente ambas as actividades - bastará estar-se autorizado pelo serviço para acumular funções e demonstrar-se, perante a Ordem dos Advogados, que as funções públicas exercidas são de mera consultadoria jurídica. Mas até isso creio que achará interessante, mais a mais porque me lembro de o ter ouvido reflectir, e bem, sobre matéria de incompatibilidades no que concerne aos deputados que advogam».
Pela minha parte não me espanta o acumular de cargos por parte de tão distinta turbo-jurista. Afinal de contas, as minhas expectativas em relação a este (des)governo já são tão baixas que uma situação desta índole já me parece - infelizmente - normal...

O Halloween já foi há uns dias...

Pode-se ler na imprensa de hoje que Guterres deu uma entrevista a desancar este (des)governo e que Henrique Chaves acusou alguns militantes ditos notáveis do PSD de serem politicamente cobardes. Já agora, pergunto-me eu: algum dos nossos leitores sabia que qualquer um destes mortos ainda tinha aspirações a estar vivo?

quarta-feira, novembro 03, 2004

Caladinhos

Os membros do nosso adorado Governo andam estranhamente calados!
Será que perceberam o velho ditado Português que diz que em boca aberta ou entra mosca ou ...

Bush

Com as magníficas relações entre o nosso Ministro da Defesa e a Administração Americana reconduzida o Céu é o limite.

terça-feira, novembro 02, 2004

God bless America...

...livrando-a (bem como ao resto do Mundo) de George W. Bush! Amen!


 
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