Contra Santana - Encerrado a 10.03.2005

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Até p'ró ano!

Vou falar em nome de todo os guerrilheiros. Apesar de não me terem mandatado para o efeito, considerando a ausência no estrangeiro do Comandante e do Yanki e da temporária impossibilidade por parte do Che em aceder à net, penso que as minhas palavras retratarão o sentimento geral da rapaziada.
Impunha-se, talvez, um balanço destes poucos meses do blog. No entanto, decidimos que tal balanço só será feito no dia 20.02.2005.
Até lá continuaremos aqui a reflectir e denunciar os desmandos deste (des)governo.
No entanto, achamos também que desejar um feliz 2005 será redundante; depois do quão mau foi 2004... 2005 só poderá ser melhor! Muito melhor! É este o nosso sentimento.
Não podemos também passar desta data sem agradecer aos que nos lêem, criticam, elogiam, mandam vir, enfim, aos que perdem tempo a vir aqui! É também por todos vocês que compartilhamos aqui algumas das nossas reflexões. Não querendo aqui individualizar ninguém para não ferir susceptibilidades... a todos muito obrigado e bom ano!

26.12.2004

Posted by Hello

Depois da catástrofe optei por não tecer qualquer comentário; entendi que as palavras seriam sempre redundantes e excessivas em face da enorme tragédia que tinha ocorrido.
Até hoje. Depois do que vi no noticiário da SIC Notícias tenho que deixar aqui duas notas:
(a) Inicialmente considerei que a ampla cobertura feita pelos media estava a ser equilibrada e até discreta. No entanto, hoje uma reportagem dava conta de que uma senhora tinha ESCOLHIDO manter ao colo um dos filhos e salvá-lo, assim, do tsunami em detrimento de um outro filho… ESCOLHER??? Quem foi a besta que ousou dizer isto? ESCOLHER??? Há alguém que, no seu perfeito juízo, ache que um progenitor ESCOLHE um filho em vez de outro para o salvar de uma morte certa? Há ali um repórter(?) que está a precisar de fazer uma revisão urgente dos conceitos.
Não obstante no final a reportagem informar que a criança NÃO-ESCOLHIDA também se tinha salvo, não posso deixar de vituperar a linguagem empregue. ESCOLHA??? Senhor jornalista: faça uma ESCOLHA e enforque-se! Liberte este mundo da sua presença e das suas afirmações asnáticas!
(b) A segunda nota vai para… Santana Lopes. Quando questionado sobre a polémica do embaixador português estar – ou não – atempadamente a prestar assistência aos cidadãos nacionais que dela careciam o PM começou – e bem – por dizer que ainda não se estava na altura de discutir a conduta daquele funcionário. No entanto, também não resistiu, na parte final da sua intervenção, em fazer um pequeno remoque e afirmar que ele – Santana Lopes – sempre tinha estado no seu posto ao contrário do embaixador…
Havia necessidade de mais este pequeno número mediático?...

Yes!!!

Ficamos horas a brincar sob a noite serena de verão
sentindo a leveza do futuro na ponta dos dedos
a confiança do absoluto
e a alegria do presente em estrofes perdidas nos confins dos séculos
num espantoso enlace com a beatitude
e as ideias terríveis
que nos assaltam o cérebro num faíscar de exaltação demente
como se o desejo fosse magia
na vertigem dos carros roubados para ir até à praia
como se o sangue que corre mais forte em crescendos de angústia
pudesse encharcar a terra e florir num outro espaço.
Vertigem
Depois estendidos no recato das dunas
a memória dos dias olvidada em agulhas rombas
ouvimos o jazz abrir a imaginação para deleites crueis e labirintos obscuros
despertando monstros escondidos
esvoaçando vampiros sanguinários por entre as sombras da realidade
num orgasmo de gritos sufocados e silêncios circulares
a droga que nos ilumina a mente
em torrentes de lava e espasmos descontrolados
a encher a noite de fantasmas longínquos e rodopios sonoros
o latido dos cães
num sarcasmo de conto de fadas.
Vertigem
Tudo é negro menos os nossos olhos
que dardejam luz no estupor da montanha incendiada pelo sol levante
já os nossos risos nervosos
soltos na velocidade da paisagem
desfilam para trás num bater de asas aflito e assustado
e o velho saxofone
como sereia rouca em calores de perdição
num sobressalto de vagas repentinas
abafa o chiar dos pneus
imprimindo correrias loucas ao granito macio da estrada
com que o mar cava a areia até aos nossos pés.
Vertigem

Esta e outras de idêntico quilate poderão ser ouvidas, no dia 14.01.2005, no TAGV em Coimbra. Nós estaremos lá; esperamos, também, por todos vocês.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Da cena do misto entre Zandinga e Gabriel Alves revista e aumentada por Luís Delgado passou a Diácono Remédios versão laranja

Peço desculpa a todos aqueles que perdem alguns minutos do dia a lerem as diatribes mentais cá da rapaziada; eu juro que ontem estava mesmo convencido que o artigo de Luís Delgado hoje incluiria as suas próprias previsões para 2005 em conjunto com as da Prof. Dra. Linda Reis e o Eng. Guirassy. Mas, hélas!, o homem surpreendeu-me - pela positiva como é óbvio porque mais baixo do que ele já chegou é impossível - e decidiu escrever qualquer coisa com uma certa aura messiânica; senão vejam:

1. Vaidade não sendo um megapecado, passou da política para os media, e para alguns «mortais» que acumulam com a inveja, luxúria, gula e soberba. E são tantos, Deus meu!
2. Avareza é o mais mesquinho dos pecados, que revela pequenez, mediocridade, limitação e idiotia. É o contrário de comedimento e sensatez. Onde estão estes pecadores, e tantos que são...
3. Inveja é o pecado nacional, quase sempre combinado com tacanhez de espírito, maledicência e incapacidade mental. Associa-se a dinheiro, mas na verdade tem tudo a ver com delação. Ontem eram muitos, agora são milhões. É vê-los nas páginas dos jornais...
4. Ira nunca dos justos, mas sempre dos injustos. É um pecado avassalador quando misturado com inveja, luxúria, gula e soberba. A ira é o oposto da razão e do saber. Os irados deste país ladram mas não mordem, felizmente...
5. Luxúria é querer tudo o que não se tem, não é, e nunca será. É um pecado que não mata mas mói, deprime, instabiliza e desmoraliza. Confunde-se com luxo, mas é apenas o seu cheiro. Ele há tantas, por aí...
6. Gula é o duplo pecado dos invejosos. De tanta gula morre-se enfartado, ou à fome. Ele há «gulosos» em demasia...
7. Soberba dá-se nos abruptos incontinentes, traidores por feitio e natureza, que sempre se venderam por uma sacola de 30 dinheiros. É o pecado dos sem-vergonha, sem pátria e sem coluna. E dos inchados. E são muitos...

Não irei tão longe como o nosso amigo e camarada-de-armas MFC que atribui estas diletantices intelectuais às rabanadas e ao vinho fino. Pelo contrário, considero que ele vive num pedestal autista que não atinge a real percepção do quotidiano. De resto, tal como o seu guru Lucky Lopes que continua a considerar que a dissolução do Parlamento por parte do Lâmpada foi enigmática.
Nós, dia 20 de Fevereiro, damos-lhe a solução para o enigma!

terça-feira, dezembro 28, 2004

Dão-se alvíssaras...

…a quem encontrar o nosso Yanki Loco. O sujeito em causa mede 1,80m, pesa 80 Kg, e, fazendo parte deste blog, sofre, evidentemente, de crises de dupla personalidade.
A última vez que foi visto estava na sua terra de adopção, no meio de uma série de militantes do PSD invectivando furiosamente o cacique local cumprindo, assim, um desígnio nacional. Quaisquer informações tendentes à sua localização podem ser enviadas aqui para a rapaziada que trataremos de o resgatar!

A cena do misto entre Zandinga e Gabriel Alves revista e aumentada por Luís Delgado

1. Santana Lopes. A acreditar nas cartas da Maya, Santana vai ter «um ano muito sólido e construtivo, e conseguirá, graças ao seu esforço e investimento, ver os seus projectos validados. Sinónimo de êxito e triunfo». Se as eleições de 20 de Fevereiro fossem um mero jogo de sorte, o vencedor estava encontrado. Mas não é. Nem de longe. Santana joga tudo em 2005, desde o cargo à liderança do PSD, e, por inerência, o seu futuro político nos próximos anos. Não sendo ingénuo, acreditou nos astros, nos amigos e nas alianças tácticas e estratégicas. Quando acordou, percebeu que o Presidente queria ser Presidente, que alguns amiços são da onça e que as alianças não passam de meros interesses conjunturais. Sozinho, com tantos à espreita de uma derrota, vai finalmente mostrar o que vale, quanto vale, e se vale. Coincidência ou não, Santana escolheu bem a comparação com Alexandre na banda e no percurso. «Vitória ou morte.»

2. José Sócrates. É do melhor que o PS tem. A tomar em conta a Maya, Sócrates tem uma carta «bastante auspiciosa, mas neste caso particular vê as suas potencialidades atenuadas pela oposição da "Torre", um arcano de tendências destrutivas. Não terá o caminho facilitado». Quem é a «Torre» de Sócrates? O Presidente? Parte bafejado pelas sondagens, mas quem está no tecto só pode cair. Sendo cerebral e racional, tem a desvantagem de não jogar a liderança. Se der, deu. E o Gladiador, em filme, acaba triunfante, mas o verdadeiro «morreu».

Esta pérola escrita por um gajo que devia estar internado há muito pode ser encontrada aqui. Amanhã Luís Delgado vai escrever sobre as mesmas previsões, mas desta vez feitas pelo Professor Guirassy e pela Linda Reis. Ah!, e por ele próprio!

A excepção que confirma a regra

Ao que parece - e é veiculado pelo próprio PSD - Luís Filipe Meneses seria o único autarca laranja a integrar as listas de candidatos a deputados constituindo esta candidatura, em si, uma excepção. No entanto, e a fazer fé no "As Beiras" de hoje, Carlos Encarnação será o cabeça de lista no distrito de Coimbra. Pergunto eu: no meio de tanta coerência, qual é a conclusão? Encarnação não é autarca? Encarnação não é do PSD? Ou ele é, apenas, a excepção que confirma a regra?

Oh égua!!! parte II

Já todos sabemos que o Estado está de tanga e que há que engendrar 1001 esquemas para entrar no velho jogo do vamos-fazer-de-conta-que-conseguimos-enganar-os-papalvos-do-Eurostat-e-eles-vão-fazer-de-conta-que-foram-enganados e conseguir, assim, manter o défice (artificialmente, diga-se) abaixo dos famosérrimos 3% do PIB.
É evidente que a "transferência" dos 1000 milhões de € do fundo de pensões da CGD não é mais do que uma mera manobra contabilística pois o Eurostat aceita a operação como tendo a natureza de obtenção de receitas desprezando o assumir de responsabilidades, na mesma exacta medida, pela CGA.
Também se sabe que este des(governo) chefiado pelo incompetente do Lucky Lopes gasta diariamente mais 6,6 milhões de € do que o governo do ex-Durão Barroso (agora José Manuel Barroso).
Quem sabe da poda já advertiu que a economia está a cair há 5 meses consecutivos e que estamos à beira de uma nova recessão; no entanto, Lucky Lopes, no seu melhor estilo de labrego chegado aos píncaros, esqueceu que a mensagem de Natal do PM tem uma tradição institucional e optou por uma politiqueira mensagem de esperança ao país invocando a busca de uma política «mais bonita» (seja lá o que isso queira dizer...) tentando deitar, assim, areia para os olhos da malta.
Pela minha parte até me estou borrifando para o que Lucky Lopes diz, bem como as suas inefáveis mensagens de Natal; mas, daí a ter que recorrer aos bolsos de todos nós, e especialmente aos bolsos daqueles que mais necessitam, para dizer que cumpriu com o limite do défice, é que não!!! GATUNOS! Se despedissem toda aquela caterva de assessores absolutamente inúteis que apenas traduzem a satisfação clientelar podia ser que as coisas se compusessem um pouco. Até admito que, economicamente, tal medida tivesse uma expressão algo reduzida; mas, pelo menos, ao nível do decoro e da honestidade, teria seguramente dado uma mensagem de esperança ao país.
E 20 de Fevereiro ainda está tão longe...

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Obrigado Luís Afonso

Posted by Hello

Foto gamada ao Público on-line

Por uma vez estamos de acordo

Lucky Lopes no seu discurso de Natal exortou à esperança. Eu, o Che e o Comandante, no nosso jantar de Natal (grande Chryseia, pá!!!), também exortámos a tal desiderato; o lixado é que temos que aguardar até 20 de Fevereiro para voltar a poder ter esperança!

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Jingle Bells

Hoje podia escrever sobre o truque de ilusionismo com que se vai mascarar o défice (aliás, já o fiz aqui), ou sobre ministros às turras por causa de lixos, ou sobre acções descaradas de propaganda. Mas não me apetece. É Natal. Temos todos o direito de, por uns dias, pensar noutras coisas.
Feliz Natal para todos!


Oh égua!!!

Já vale mesmo, mas mesmo tudo...

Forças de bloqueio (onde é que eu já ouvi isto?)

Lá está outra vez a esquerda do reviralho infiltrada no Tribunal de Contas a tentar minar o laborioso investimento do (des)governo:
«A análise da informação relativa às receitas e despesas orçamentais, incluindo as despesas decorrentes da execução global do PIDDAC, à aplicação do produto dos empréstimos públicos e às operações de tesouraria, a que se procedeu no âmbito da emissão do presente Parecer, designadamente nos capítulos II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X permitiu verificar que persistem práticas de desorçamentação, deficiências no sistema de apuramento das receitas e despesas públicas, desconformidade do registo de algumas operações com os princípios contabilísticos vigentes e inclusão de valores considerados não definitivos, que têm vindo a ser assinaladas em sucessivos pareceres.
Face a estas situações, não pode deixar de se concluir que aquela informação não apresenta, de forma fidedigna, a situação financeira resultante das operações realizadas no decurso do ano.
Deste modo, o Tribunal mantém as reservas que tem vindo a colocar relativamente aos valores globais da receita e da despesa evidenciados na Conta Geral do Estado e, consequentemente, ao valor do défice orçamental ali apresentado.
No que respeita à preparação e emissão do Parecer, considera-se pertinente referir que, mais uma vez, não foi possível ter em conta a informação da execução orçamental ao longo do ano, dada a intempestividade da mesma e a falta de credibilidade de que se reveste.
A disponibilização atempada de informação credível relativa à execução do Orçamento do Estado, permitiria ao Tribunal não apenas o exercício das suas competências nesta matéria, mas um maior aprofundamento do controlo dos dinheiros públicos que se reflectiria nos resultados a integrar no Parecer sobre a Conta Geral do Estado.
Cabe à Assembleia da República, no exercício do poder legislativo e das competências em matéria de fiscalização da execução do Orçamento do Estado que a Constituição da República Portuguesa lhe confere, um papel primordial no sentido de assegurar que, na busca de formas cada vez mais eficazes de utilização dos dinheiros públicos, não sejam prejudicados o rigor e a transparência da actividade financeira do Estado, pois só assim será possível assegurar a correcta utilização dos recursos públicos, na prossecução do interesse comum».
Não há direito, pá! Deixem-nos trabalhar!

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Se fossem gozar com a tiazinha deles...

O ex-adicto diz que a publicidade (paga por todos nós) hoje feita foi um investimento. É, aliás, essa a conclusão do Tribunal de Contas no que respeita ao OGE de 2003!

O orçamento, o encarte, a conta e a credibilidade dela

Parece que o Ministério da Verdade, digo, a Presidência do Conselho de Ministros, preocupada com a falta de informação dos portugueses sobre o Orçamento que é veiculada pela comunicação social, entendeu como necessário facultar informação fidedigna num encarte distribuído nos jornais.
Sugiro que, dentro do mesmo espírito, se distribua também aos portugueses a síntese do relatório do Tribunal de Contas sobre a execução orçamental de 2003. Com um sublinhado grande na parte em que o Tribunal refere a "falta de credibilidade" da informação sobre execução orçamental".
Creio que mesmo os portugueses "sem formação macroeconómica" entendem o que o Tribunal quer dizer.

Por que será que isto que não me surpreende?

O (des)governo continua a política de propaganda foleira e eleitoralista com o dinheiro de todos nós. Já quando era presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Lucky Lopes tinha usado (e abusado) desta técnica com aqueles inenarráveis cartazes do tipo "já reparou que tem um passeio novo na rua?". Conforme já referi em posts anteriores o decoro não é propriamente uma palavra pertencente ao léxico (des)governamental.
Mas, amor com amor se paga: pela minha parte anuncio, desde já, que estou na disposição de contribuir com algum dinheiro para pagar um outdoor que seja colocado à porta de São Bento dizendo "já reparou que foi demitido?"!!!

terça-feira, dezembro 21, 2004

10 Dias

O relógio esstá a contar! O governo Português tem exactamente 10 dias para desencantar uma solução financeira que possibilite a manutenção da meta estabelecida pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Acho que mais uma vez a tentação de lixar o Zé vai funcionar!

Já nem no Pai Natal podemos confiar

Apesar da retoma económica oficialmente decretada pelo (des)governo de Santana Lopes, nem o Pai Natal quer nada connosco. Posted by Hello

Santana Lopes adia agenda devido a chumbo do Eurostat

Porra, pá! Lá ficou a Kapital às moscas...

Ufa, ufa!

Bagão defende-se dizendo que foi a Banca que inviabilizou a operação de venda do património em ordem a "salvar" o défice estatal. Claro que foi a Banca! Não foi o Eurostat, não! Nem foi a manifesta falta de inteligência deste (des)governo, não! Foi apenas a Banca!
Vá lá... o rapaz podia ter invocado (justificadamente, diga-se) a manifesta oposição pública feita aqui pela malta a estas e outras barbaridades levadas a cabo pelo (des)governo, como tendo também sido causa de mais uma rejeição por parte de uma qualquer instituição às grunhices de que aqueles asnos se vão lembrando!
Ufa! O Contra Santana safou-se de mais uma!

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Facadinhas

Posted by Hello

Actualidade II

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
(...)
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
(...)
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»

Eça de Queirós, 1871
ou Portugal 2004???

Auto-fagismo

José Sócrates diz que «se o PS for Governo, o país terá co-incineração como resultado da melhor avaliação científica para o tratamento de alguns dos resíduos industriais perigosos». Sócrates acrescenta que «o actual Governo PSD/CDS-PP chegou ao poder, acabou com esse projecto (...) e o pior é que, ao fim de dois anos e meio, deixou o país sem solução».
O Lâmpada, não tenho dúvidas, é um feroz adepto de tal solução pois ele próprio co-incinerou esta maioria. Compreendo, agora, o porquê deste (des)governo ter tentado deixar tudo em banho-maria...

Se não fosse trágico até dava para mandar umas boas gargalhadas

Não resisto a transcrever um mail que me enviaram hoje:

«Este país do faz-de-conta é cada vez mais uma anedota pegada; Ora atentai lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 285 de 6 de Dezembro 2004:
No aviso nº 11 466/2004 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ACESSOR", cujo vencimento anda à roda de 2500 € (500 contos).
Na alínea 7:..." Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na... apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 350€ (70 contos) mensais. "...
Método de selecção: Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos.
A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos:
Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais. Os cemitérios fornecem documentação para estudo.
Para rematar:
- Se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 70!!! CONTOS MENSAIS!
Enquanto o outro, com 500!!! Só precisa de uma cunha...»

E, agora pergunto eu: e para PM? O que é necessário? A julgar por Santana Lopes, muito, muito, pouco...

quinta-feira, dezembro 16, 2004

O défice debaixo do tapete

O Pedro e o Paulo vivem em casa própria. Um dia, resolvem arrendar a casa ao Sr. Gonçalves, com a condição de o Sr. Gonçalves lhes arrendar a mesma casa a eles, e aí continuarem a viver.

Confusos? Este negócio é o que o Governo se prepara para fazer com a Banca, arrendando a esta edifícios em que funcionam serviços públicos. O objectivo? Bem, a banca paga a renda à cabeça (este ano) mas o Estado só paga a renda nos próximos anos.
Já aqui escrevi sobre a venda de património. Mas agora caiu a máscara. Esta operação tem tanto a ver com redução do défice como atirar lixo para debaixo do tapete tem a ver com limpeza.
O que o Estado está a fazer, junto da banca, é pedir dinheiro emprestado. Emdividamento é défice. Inscrever esta operação com outro nome que não endividamento é uma fraude na contabilidade pública.

Actualidade

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do pais, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)».

Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Que mais ainda há-de acontecer?

Lamentavelmente, nos últimos dias, os meus afazeres profissionais têm-me impedido de vir com regularidade à net e postar algumas breves reflexões sobre estes últimos dez dias da política portuguesa que – devo dizer – cada vez mais ostenta traços absolutamente demenciais.
Começou tudo com Sampaio: não obstante Lucky Lopes ter-se posto a jeito para ser corrido ao protagonizar várias cenas do mais lamentável possível – sendo certo que aquela de adiar a tomada de posse de dois secretários de Estado para poder ir a um casamento e depois ter ido malhar copos até às cinco da matina enche-me as medidas!... – não tenho dúvidas que o Lâmpada podia – e devia – ter gerido melhor estes dias: não lembra a ninguém mandar um valente chuto na peida ao PM au ralenti. Ou seja: “vais-te embora, mas só depois de aprovar a merda de orçamento que apresentaste”! Esta é de mestre! Nem Robert Mugabe se lembraria de uma cena tão mal amanhada!
Por outro lado, a reacção descabelada do PSD ao exigir de imediato a redução dos poderes presidenciais é notável: nem nos tempos áureos do PREC alguém se lembrou de largar uma imbecilidade tão reveladora de um consistente índice democrático...
Finalmente, durante esta última semana fiquei sem perceber uma coisa: afinal a coligação vai – ou não – atacar o Lâmpada? É que, pelo menos, um dos vices do PSD disse que não; o outro chamou-lhe caudillo; Portas disse que tinha respeito institucional pelo PR; ontem, afirmou que só foi demitido porque a Banca o impôs ao Lâmpada; um dia, Santana Lopes diz que o PR não é inimigo do PSD; no outro queixa-se da hostilidade vinda de Belém... Porra, pá! Em que ficamos???!!!
Já agora queria também explicar uma coisa ao (ainda) PM: essa cena de se demitir depois de Dias Loureiro ter afirmado que já tinha equacionado tal situação há meses... é que não lembra mesmo a ninguém! E, muito menos, ter-se lembrado (ao que dizem os jornais) de que se podia ir embora e deixar o (des)governo entregue a Álvaro Barreto! É certo que Lucky Lopes não chegou a PM com qualquer legitimidade democrática saída das urnas, mas, convenhamos, não conviria perpetuar a situação! E se, amanhã, por exemplo, Álvaro Barreto se quisesse ir embora? Teria direito a indigitar – também ele – um sucessor?! E quem seria? Rui Bronco da Silva?!?!?!

PS – No telejornal de hoje deram imagens de Lopes e Portas a almoçarem calmamente e a discutir o futuro de uma eventual coligação: resulta, pois, à saciedade que estavam ali na mera qualidade de líderes partidários. No entanto gostava que me elucidassem sobre dois pontos: (a) quem pagou o almoço? Algum deles ou nós todos via orçamento de Estado? (b) Por que razão Lucky Lopes se deslocou na viatura oficial do PM? Não era aquele um encontro de natureza meramente partidária? Tenham decoro, seus ladrões!

domingo, dezembro 12, 2004

Very late night blogs

Sweet and tender hooligan

He was a sweet and tender hooligan, hooligan
And he said that he'd never, never do it again
And of course he won't (oh, not until the next time)

He was a sweet and tender hooligan, hooligan
And he swore that he'll never, never do it again
And of course he won't (oh, not until the next time)

Poor old man
He had an "accident" with a three-bar fire
But that's OK
Because he wasn't very happy anyway
Poor woman
Strangled in her very own bed as she read
But that's OK
Because she was old and she would have died anyway
DON'T BLAME

The sweet and tender hooligan, hooligan
Because he'll never, never, never, never, never, never do it again
(not until the next time)

Jury, you've heard every word
So before you decide
Would you look into those "Mother me" eyes
I love you for you, my love, you my love
You my love, you my love
Jury, you've heard every word
But before you decide
Would you look into those "Mother me" eyes
I love you for you my love, you my love
I love you just for you, my love
Don't blame

The sweet and tender hooligan, hooligan
Because he'll never, never do it again
And ...
"In the midst of life we are in death ETC."
Don't forget the hooligan, hooligan
Because he'll never, never do it again
And ...
"In the midst of life we are in death ETC."

(Stephen Morrissey)

sábado, dezembro 11, 2004

A demissão

Aparentemente, o PM e o Governo preparam-se para anunciar a sua demissão. É uma atitude que só é surpreendente porque o presente Governo não nos habituou a tomar decisões com sentido de Estado.
Depois de uma dissolução da Assembleia justificada pelo Presidente pela incompetência absoluta do Governo, é de homenzinhos que os membros do Governo se queiram demitir.
A decisão tem ainda a vantagem de clarificar a situação político-jurídica. O PR disse que o Governo estava politicamente limitado, mas a verdade é que os seus poderes não estavam (ou é duvidosa que estivessem) juridicamente limitados. Agora o político e o jurídico coincidem, e ainda bem.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Complexidades

Daqui a uns minutos, Sampaio irá produzir, nas palavras de um porta-voz de Belém, uma "declaração complexa". Uma formulação surpreendente, que pode ter uma de três leituras.
- Sampaio vai ser igual a ele próprio: "declaração complexa" será então uma forma pleonástica de dizer "Sampaio vai falar";
- Belém procura criar expectativas para que Sampaio possa surpreender, criando aquela atitude mental típica do aluno no fim do exame de uma cadeira com fama de impossível: "afinal até foi fácil".
- A declaração é mesmo complexa: aí, tendo em conta a bitola Sampaio, aconselha-se que o discurso seja feito em pequenas parcelas de um minuto, com comentário explicativo de Marcelo Rebelo de Sousa.

terça-feira, dezembro 07, 2004

De cabeça perdida

O PSD, com a natural arrogância dos incompetentes e dos democratas de pacotilha, revela-se estupefacto por Santana Lopes ter sido apeado do poleiro para o qual não fôra eleito.
Dentro do possível tenta ostentar uma imagem de serenidade e democracia chegando o seu líder a afirmar que o PR não é inimigo do PSD; só que a porca começa a torcer o rabo quando os genuínos militantes vêem o seu tacho em perigo e disparam para todo o lado! Serve isto para dizer que as palavras do líder parlamentar a defender uma redução dos poderes do PR são capazes de serem reveladoras do verdadeiro sentimento que grassa no PSD por causa do Lâmpada - ao menos uma vez na vida - ter tido tomates para os mandar todos à merda e tentar recolocar o país nos eixos!

Mário Soares faz 80 anos



Como poucos dirigentes políticos, nunca deixou de afrontar os totalitarismos (à esquerda e à direita) e nunca se deixou levar pelos revanchismos (de esquerda ou de direita). Por isso, os que mais lhe devem hoje são os que mais mal dizem dele.

Parabéns. E Obrigado




segunda-feira, dezembro 06, 2004

Especialmente dedicada a Pedro Santana Lopes

Estás demitido, obviamente demitido
Tu nunca roubaste um beijo e fazes pouco das emoções
És o espantalho dos amantes.
Estás demitido, obviamente demitido
Evitas a competência, não reconheces o mérito
És um pilar da cepa torta
E assim vamos vivendo na província dos obséquios
Cedendo e pactuando enquanto der
Filósofos sem arte, afugentamos o desejo
Temos preguiça de viver
Estás demitido, obviamente demitido
Subornas os próprios filhos, trocaste o tempo por máquinas
Tu és um pai desnaturado.
Estás demitido, obviamente demitido
Arrasas a obra alheia, às vezes usas pseudónimo
Tu és um crítico de merda
E assim vamos vivendo...
Estás demitido, obviamente demitido
Encostas-te às convergências, nunca investiste num ideal
Tu sempre foste um demitido, tu foste sempre um demitido
Já nasceste demitido!

Muito obrigado, amigo Palma!!!

A banda sonora da crise

Entre o aniversário da morte de Mozart (ontem) e o do nascimento de Dave Brubeck (faz hoje 84 anos), dei por mim a ouvir o Blue Rondo A La Turk. Primeiro o caos no piano de Brubeck (coligado com a bateria de Joe Morello), depois a serenidade do sax de Paul Desmond. Assim seja também por aqui.

Competitividade, uma obsessão perigosa*

"Competitividade da economia portuguesa": uma daquelas expressões de uso corrente que, quando procuramos uma definição, se torna escorregadia. O seu significado confunde-se com o de produtividade - sobretudo a produtividade dos sectores exportadores - e com produtividade comparada com outros países (razão pela qual o uso da palavra não tem qualquer sentido, por exemplo, para a economia europeia - competitividade passa a ser sinónimo de taxa de câmbio do euro).
A obsessão com a competitividade leva a pensar que o bem estar de um país depende essencialmente da produtividade nestes sectores exportadores, e não nos outros - o que é, pura e simplesmente, errado.
Vem isto a propósito desta notícia do público, sobre as falhas de segurança nas empresas de construção civil. Para justificar a preocupação, também aqui teve se que invocar a sacrossanta competitividade (os equipamentos melhores podem ser "deslocalizados"). Gaita, o problema da falta de segurança é que morre gente nas obras - e morrer é daquelas coisas que afecta decisivamente o bem estar.
Expandindo o raciocínio, a obsessão com a competitividade ignora que os ganhos, em geral, na produtividade - e não só aqueles que ocorrem no sector exportador - se reflectem em ganhos de bem-estar. A falta de segurança na construção civil é apenas um aspecto de uma construção civil de má qualidade, que faz com que as pessoas paguem muito para viverem em casas mal construídas. Aumentar esta produtividade é aumentar o bem estar das pessoas, ainda que o PIB não meça isso.
Quando algum dos gurus da nossa economia vos falar em produtividade em vez de, passando por sofisticado, competitividade, prestem atenção. É um indício de que ele sabe do que está a falar.

*Título descaradamente roubado a Paul Krugman.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

O fim de semana está a começar bem

Estou muito mais sossegado



Alberto João Jardim está disposto, "a partir de agora", a ir para Lisboa "meter o país na ordem".

Twilight Zone

Posso ter perdido algum bocado crucial de informação, mas, tanto quanto me apercebi, o PR ainda não disse ao país que ia dissolver a Assembleia. Um comunicado esfíngico de Belém não chega. O país soube da decisão pelo primeiro ministro - titular de um órgão que não dissolve nem é dissolvido.
O PR apenas interveio para dizer que todos os órgãos estavam a funcionar com normalidade (!); depois de aparentemente ter decidido exercer a competência mais importante que a Constituição lhe confere, vai falar ao país uma semana depois !!!
Alguém acha isto normal?

quarta-feira, dezembro 01, 2004

O orçamento, ou a terça dos mortos-vivos

Na segunda e terça feira, um Governo pré-demitido e uma Assembleia pré-dissolvida discutem o Orçamento a executar quando nem um nem outro existirem já. Valerá a pena?

Em grande parte das questões, é irrelevante: a não aprovação do orçamento significa a manutenção em vigor do actual, em regime de duodécimos (o que significa que em cada mês há autorização para gastar 1/12 do que está previsto no orçamento actual, para 2004). Como, em Janeiro, o Governo estará em mera gestão, tanto faz ter as verbas de 2004 como as do novo Orçamento para actos de gestão corrente.
O Governo que sair terá - talvez em Maio-Junho - um Orçamento novo ou um retificativo, para o resto do ano.

Há, contudo, 3 questões que podem ser decididas agora e que não são reversíveis no resto do ano de 2005: os aumentos das pensões, os aumentos da função pública e as alterações aos impostos. São só três questões, mas de importância capital pelo seu impacto na despesa e na receita.

Se, quanto ao resto, não há problema nenhum em ter um Orçamento por duodécimos, não faria sentido deixar estas 3 decisões para o próximo Parlamento?
A julgar pelas suas declarações de hoje à tarde, parece que Sampaio pensa que não. Penso que ele faz mal.

Post politicamente incorrecto

Começo a achar que os nossos antepassados não deviam ter defenestrado o outro moço em 1640: sempre nos tinham poupado a alguns meses a aturar a merda do (des)governo do Lucky Lopes!

Portas abertas

Pense-se o que se quiser de Portas: o homem tem jeito para a politiquice. Com uma singela declaração, conseguiu u seguinte posição estratégica:
É ele o líder corajoso que não tem medo de ir a votos - jogando em antecipação, anunciou a decisão antes de o PSD o fazer;
As culpas da ruptura da coligação ficaram do lado do PSD, com a referência ao manifesto mal estar que a coligação provocava nos congressistas deste partido;
Deixou a porta suficientemente entreaberta para ainda poder haver coligação, se o PSD insistir muito (e aí é o PSD que tem medo de ir a votos sozinho, e a sua posição negocial melhora);
Se tiver que ir a votos sozinho, Portas concorre com um líder do PSD esturricado pelos últimos meses. Se as sondagens derem que o PSD não tem hipóteses, não haverá voto útil e o resultado pode ser muito bom para o PP

Arriscado, mas notável.

Azar

Um homem cria um blog para correr com Santana, e depois está sem acesso à Net no dia em que o facto se verifica. Hip, Hip, Hurra! com 27 horas de atraso.


 
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