Contra Santana - Encerrado a 10.03.2005

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Que mais ainda há-de acontecer?

Lamentavelmente, nos últimos dias, os meus afazeres profissionais têm-me impedido de vir com regularidade à net e postar algumas breves reflexões sobre estes últimos dez dias da política portuguesa que – devo dizer – cada vez mais ostenta traços absolutamente demenciais.
Começou tudo com Sampaio: não obstante Lucky Lopes ter-se posto a jeito para ser corrido ao protagonizar várias cenas do mais lamentável possível – sendo certo que aquela de adiar a tomada de posse de dois secretários de Estado para poder ir a um casamento e depois ter ido malhar copos até às cinco da matina enche-me as medidas!... – não tenho dúvidas que o Lâmpada podia – e devia – ter gerido melhor estes dias: não lembra a ninguém mandar um valente chuto na peida ao PM au ralenti. Ou seja: “vais-te embora, mas só depois de aprovar a merda de orçamento que apresentaste”! Esta é de mestre! Nem Robert Mugabe se lembraria de uma cena tão mal amanhada!
Por outro lado, a reacção descabelada do PSD ao exigir de imediato a redução dos poderes presidenciais é notável: nem nos tempos áureos do PREC alguém se lembrou de largar uma imbecilidade tão reveladora de um consistente índice democrático...
Finalmente, durante esta última semana fiquei sem perceber uma coisa: afinal a coligação vai – ou não – atacar o Lâmpada? É que, pelo menos, um dos vices do PSD disse que não; o outro chamou-lhe caudillo; Portas disse que tinha respeito institucional pelo PR; ontem, afirmou que só foi demitido porque a Banca o impôs ao Lâmpada; um dia, Santana Lopes diz que o PR não é inimigo do PSD; no outro queixa-se da hostilidade vinda de Belém... Porra, pá! Em que ficamos???!!!
Já agora queria também explicar uma coisa ao (ainda) PM: essa cena de se demitir depois de Dias Loureiro ter afirmado que já tinha equacionado tal situação há meses... é que não lembra mesmo a ninguém! E, muito menos, ter-se lembrado (ao que dizem os jornais) de que se podia ir embora e deixar o (des)governo entregue a Álvaro Barreto! É certo que Lucky Lopes não chegou a PM com qualquer legitimidade democrática saída das urnas, mas, convenhamos, não conviria perpetuar a situação! E se, amanhã, por exemplo, Álvaro Barreto se quisesse ir embora? Teria direito a indigitar – também ele – um sucessor?! E quem seria? Rui Bronco da Silva?!?!?!

PS – No telejornal de hoje deram imagens de Lopes e Portas a almoçarem calmamente e a discutir o futuro de uma eventual coligação: resulta, pois, à saciedade que estavam ali na mera qualidade de líderes partidários. No entanto gostava que me elucidassem sobre dois pontos: (a) quem pagou o almoço? Algum deles ou nós todos via orçamento de Estado? (b) Por que razão Lucky Lopes se deslocou na viatura oficial do PM? Não era aquele um encontro de natureza meramente partidária? Tenham decoro, seus ladrões!

2 Comments:

  • Que dúvida Conchita!!!
    Quem pagou a conta foste tu e eu, obviamente!

    By Blogger mfc, at 11:29 da tarde  

  • Chegai-lhes e nunca os poupeis. Pelo politicamente incorrecto, marchar e não murchar.
    Parabéns pelo blog

    By Blogger PF, at 10:41 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home


 
FREE hit counter and Internet traffic statistics from freestats.com