Contra Santana - Encerrado a 10.03.2005

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Maus exemplos

Este é bem aquele tipo de trapalhada que o PS podia – e devia – evitar nesta fase de formação de listas e de apresentação de um projecto ao povo português.
É verdade que Paulo Pedroso foi não pronunciado por um tribunal português; não deixa, no entanto, também de ser verdade que o Ministério Público recorreu de tal decisão e que o processo continua pendente a aguardar decisão por parte do Tribunal da Relação de Lisboa.
aqui escrevi em tempo que Sócrates tinha todas as condições para apresentar um projecto credível a Portugal, mas começa a ir pelo mau caminho.
Efectivamente, ao impor o nome de Pedroso – mesmo que em lugar não directamente elegível – tomou uma decisão, no mínimo, aberrante. E porquê aberrante?
Dir-me-ão que Pedroso só poderia perder um qualquer direito político com o trânsito em julgado de uma decisão condenatória que, em qualquer dos casos, se afigura como longínqua; nada mais certo! No entanto, com o voto por círculos os eleitores estão a conferir um mandato àquele conjunto de deputados. Suponhamos que o PS elege 6 deputados naquele círculo; suponhamos também que forma Governo e que os 4 primeiros vão integrar o executivo. Nessa altura, Pedroso deveria “entrar” no Parlamento; não o fazendo – mesmo que de mote próprio – estará a desrespeitar o mandato conferido pelos eleitores de Setúbal…Porra, pá!, os compromissos não são com os partidos, mas com os eleitores: é um princípio básico da democracia representativa!
Será que não poderia calmamente esperar por uma decisão transitada em julgado? É que, por estranho que pareça, há mais lugares onde um cidadão possa servir o país sem ser no Parlamento!


 
FREE hit counter and Internet traffic statistics from freestats.com