Contra Santana - Encerrado a 10.03.2005

terça-feira, fevereiro 15, 2005

14 de Fevereiro

Ontem um grande amigo telefonou-me com uma dúvida existencial: quando chegasse a casa, e porque era dia de São Valentim, deveria declamar à namorada o “Perdidamente”?
Aceitei a questão como pertinente.
Pessoalmente, e porque não acho grande piada à Florbela Espanca, sugeri-lhe o clássico “There is a light that never goes out” dos eternos Smiths.
Ele considerou – vá-se lá saber porquê! – que aquela parte do «And if a double-decker bus crashes in to us/to die by your side/is such a heavenly way to die/and if a ten ton truck/kills the both of us/to die by your side/well the pleasure, the privilege is mine» não era muito adequada ao espírito do dia…
Chegado a este impasse, optou pela solução mais simples: comprou um ramo de rosas!
Perguntei-lhe – já hoje – o que tinha declamado ontem. A resposta foi a esperada: “Bolas! Um gajo chega a casa, tem várias cartas na caixa do correio e todas são para pagar alguma coisa; a rapariga está de trombas porque o cão mijou no tapete do corredor; que raios querias que eu declamasse?!”.
Nada, pá, não queria que declamasses absolutamente nada; mas também não queria que te lembrasses de levar alguma coisa só porque ontem era dia 14 de Fevereiro…

PS – Em jeito de despedida ainda me confirmou o óbvio: o ramo de flores ficou em cima do aparador da entrada à espera que ela se lembrasse de o colocar numa jarra…


 
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