Contra Santana - Encerrado a 10.03.2005

terça-feira, fevereiro 15, 2005

O luto, parte II - a campanha

Quando soube que os partidos tinham decidido ou ponderavam a suspensão total ou parcial da campanha, a minha primeira reacção -previsivelmente, muito jacobina - foi: "que estupidez".
Depois tentei colocar-me na posição de quem decide se continua ou não acções que têm tom de festa face a sentimentos divididos (ver post anterior). Os partidos, na generalidade, não fizeram um aproveitamento político. Tiveram foi que reagir politicamente a este facto incómodo. Procuraram, na generalidade, minimizar os estragos que qualquer decisão, tomada na semana mais quente, e um pouco irracional, da campanha, poderia provocar. Como era previsível, para todas as decisões houve, e haverá, críticos.
No geral, creio que todos se comportaram com aceitável sobriedade. Posso achar mal que o PSD tenha suspendido a campanha, mas não sou nem nunca fui eleitor do PSD e estou portanto em má posição para avaliar a sensibilidade dos seus militantes e eleitores que tinham que continuar a festa.
A grande excepção à sobriedade geral foi Paulo Portas. Portas adoptou a atitude da carpideira. Procurou, por vários gestos simbólicos, tornar o mais visível possível a sua suposta dor. Se a dor fosse verdadeira, seria apenas mau gosto. Mas a minha convicção é que se trata, pura e simplesmente, de farsa.


 
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